segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sem medo da verdade!

O assunto central do filme "4 meses, 3 semanas e 2 dias", do diretor Cristian Mungiununca nunca foi tão bem discutido. Duas estudantes, Otilia (Anamaria Marinca) e Gabita (Laura Vasiliu), são amigas de quarto no dormitório de uma universidade na Romênia. Com uma fotografia sombria, escuro, numa Romênia fria, sobre a neve, as duas contratam um homem para fazer um determinado serviço.

Durante o início do filme há um mistério no comportamento das duas. Demora até descobrirmos o que há entre elas. Poucos diálogos, mas objetivos e sem rodeios, sobre um dos assuntos mais polêmicos do mundo.

Forte, ousado e, num certo momento, até chocante, o filme retrata duramente a realidade de um ato e discute o relacionamento, em que a posição, a vida e o futuro da mulher são muitas vezes deixados de lado.





Polêmico, agressivo, mas necessário!!

Curioso? Vale a pena conferir!

sábado, 22 de setembro de 2007

Festival de Cinema Internacional do Rio 2007


Nesta quinta-feira (20) começou o Festival de Cinema Internacional do Rio 2007. A abertura aconteceu no Cine Odeon BR, na Cinelândia, com direito a tapete vermelho e desfile de atores, atrizes e profissionais do audiovisual. Na estréia,"Tropa de Elite", do diretor José Padilha ( o mesmo de "Ônibus 174"), o filme mais comentado, badalado e, principalmente, pirateado do mercado carioca, teve seu lançamente oficial na telona.

Todo o elenco esteve presente, inclusive o ator Wagner Moura, que está em sua melhor fase profissional.

E se falando em pirataria, essa é a campanha do festival. Isso por causa do ocorrido com "Tropa de Elite". Também, há até uma lógica para que a população carioca tivesse tanto interesse na película. O filma retrata a violência nas favelas do Rio, sob a ótica do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Para quem ficou curioso, o filme entra em cartaz em todo o país dia 12 de outurbro.

O Festival do Rio vai exibir uma média de quatrocentos filmes por toda a cidade até o dia 04 de outubro.


Vale a pena conferir!!

domingo, 12 de agosto de 2007

Grandes nomes da literatura

Numa de minhas idas à banca de jornal para comprar a revista Bravo deste mês, eis que me deparo com uma maravilha: a revista Entre Livros lançou uma edição especial. Uma coleção de quatro revistas sobre os grande nomes da literatura americana, russa, francesa e inglesa.

Obviamente que comprei a francesa (mas depois me apossarei das outras também). Nomes como Rousseau, Diderot e outros pensadores...passando pelos meus amigos escritores e filósofos Sartre e Simone de Beauvoir.

Quem gosta de uma boa leitura e quer entender uma pouco mais sobre essas grandes cabeças pensantes, passe numa banca mais próxima e adquira a seu exemplar também.


E vamos que vamos...


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sexta-feira, 20 de julho de 2007

Pior cego é aquele que inventa o que não vê!

Até agora estou me perguntando onda está o tal vídeo erótico do show da cantora Ana Carolina. Pude conferir seu show de estréia, no Canecão, na última quinta feira (19/07). Fiquei na espectativa do vídeo para poder tirar minhas conclusões. No entanto, o que vi foram projeções de mulheres sim.... da década de 50, de meia calça, calcinha e sutiã, correndo para lá e pra cá, dando tapinhas na bunda umas das outras, se vestindo e.... E nada!!! Não teve nada mais além disso!!! Ou eu sou cega ou esse povo está surtando de vez!! Pior foi ver matérias em jornais, antes da estréia do show, já falando do polêmico vídeo que nem teve. Ou então na versão carioca do show a tal projeção foi excluída!!! Realmente não sei!

Bem o que posso dizer é:
Evolução na apresentação, principalmente nos movimentos. Até porque teve direção de movimento de Déborah Colker. Desta vez Ana Carolina se mostra mais solta, até ousa fazer alguns passinhos durante algumas músicas. Palco com mais cores, flores, luzes, brilhos...tudo muito mais a cara da cantora!

Posso dizer que até a vestimenta estava melhor. Chega daquela blusinha de veludo preta né?! Agora é a vez do blaser!
Agora ela acertou na dose!!

Ah! Sem esquecer das duas horas de duração..uffa!!!

Melhor que isso, só indo de novo. E eu vou!!! hehe

Vamos que vamos...


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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Ela quer mais...Desnecessário!

Depois de surpreender os fãs cantando o hit dos anos 80, Eu gosto é de mulher, do Ultraje à Rigor, em seu show Estampado e ser capa da Veja se assumindo bissexual, Ana Carolina ainda quer mais. O show de estréia do CD Dois Quartos, em Belo Horizonte, foi muito além (para alguns). Durante a apresentação das músicas Cantinho e Eu comi a Madonna, foram exibidas projeções de vídeos eróticos gay no palco. Algumas pessoas da platéia não se sentiram à vontade com a "ousadia" da cantora. Tanto que no segundo show algumas coisas foram modificadas.

No início era até interessante ver um artista, ainda mais se tratando de uma mulher, assumir publicamente sua opção sexual, perturbando tanto a comunidade heterossexual, como a homossexual. Isso porque a cantora se assumiu como bissexual, algo visto de rabo de olho por ambos os lados, já que no mundo você é "obrigado" a estar em um dos dois lados socialmente "reconhecidos". Bissexualismo para eles dá a idéia de uma pessoa indefinida...e pra que ter definição se podemos ser tudo que queremos a qualquer momento? Enfim...mas desta vez Ana Carolina realmente ultrapassou. Quem compra o ingresso (que não é barato) para assistir ao seu show, quer apenas vê-la e ouví-la, independente de seu interesse emocional, sentimental e , principalmente, sexual.

Os gays já "penam" para conseguir direitos e serem respeitados. Esse tipo de atitude deturpa um pouco essas ações. Porque as pessoas não sabem separar as questões: se Ana Carolina que se assumiu faz algo desse tipo, como se estivesse esfregando na cara de todos suas opções, então todos os gays são assim. É comum ver no dia a dia esse tipo de coisa. As pessoas pegam um exemplo para generalizar as situações.

Ana, dessa vez tenho que admitir...você foi muito além. Desnecessário!!

Obs.: Depois do showzinho aqui do Rio vou tirar minhas próprias conclusões!!

E vamos que vamos...


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segunda-feira, 11 de junho de 2007

Venezuela e seu dilema...

Na verdade a postagem anterior seria para falar um pouco sobre o caso Chavez X RCTV. Mas achei que o assunto é um pouco confuso e complexo para se escrever em apenas uma postagem e que também é bem polêmico.

Mesmo ainda não consigo escrever. Isso porque costumo, alguma vezes, ter opiniões ambigüas em relação a certos assuntos. E esse é uma caso!

Consigo enxergar, de uma certa forma, os dois lados da questão. Mas ao mesmo tempo de cara já intitular a atitude de Hugo Chavez como uma " pré ditadura" é exagerado ao meu ver.

Parto do princípio de que quem pode dar direito à alguém, também pode tirar. Isso, principalmente, quando o "doador" é ameaçado de alguma forma pelo "receptor". É questão de defesa. E cada um se defende da maneira que acha melhor.

Não sei até que ponto a população venezuelana enxergou esse caso pelo lado político ou pessoal. Vamos fazer uma comparação: imaginem uma Tv Globo da vida, detentora da maioria da audiência brasileira. Digamos que a vida dela está nas mãos do presidente, seja ele quem for, e um dia, esse mesmo presidente não renove sua licença. Alguém acha mesmo que o povo brasileiro ia se revoltar com os motivos que o levaram a tal atitude ou porque nunca mais eles iam ver o chato do Faustão; as musas, os galãs e todas as tramas alienáveis das novelas; o pretensioso Fantástico... e por aí vai!

Não pensem que estou subjulgando a inteligência do povo. Apenas me baseio no fatos do cotidiano e na realidade. Apenas observações pessoais. Ficar falando que o povo brasileiro não é bobo, que está vendo as coisas acontecerem e se revolta...não sei bem onde viram isso. Tem sim, algumas pessoas dessa civilização que percebem algo ao seu redor e que tentam, mesmo nas mínimas coisas, fazer diferente. Mas isso se resume a um pequeno grupo (e não pensem que me refiro aos intelectuais, cultos). Refiro-me às pessoas do dia-a-dia mesmo. Até porque esses "pseudos-intelectuais" são tão contraditórios quanto o povo em geral. Mas não vou estender a esse assunto. Enfim...

Outra coisa: não estou analisando a população venezuelana e muito menos comparando-a com a brasileira. Até porque, para isso, teria que ir lá e ter conhecimento de causa antes de falar. É porque não agüento ver brasileiro falar de país vizinho. É a velha frase do teto de vidro. A gente tem que se analisar antes de apontar para o outro.

Não sei...pensem bem...dêem suas opiniões.

Vamos que vamos...


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sexta-feira, 8 de junho de 2007

domingo, 27 de maio de 2007

À procura do "eu"!

Hoje tenho apenas uma dica para dar. Leiam a coluna de Luís Caversan no Folha Online de sábado (26/05). Um bom texto sobre querer seguir sua vida, objetivos e viver...apenas viver!!


E vamos que vamos...



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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Em Nome de Deus! ALELUIA!

Terça feira, 22 de maio, 15hs. Muitas pessoas, em sua maioria mulheres com mais de 40 anos e até idosas adentram no prédio que antes era o grande cinema do bairro. Logo na entrada uma banquinha vendia livros e alguns jornaizinhos a respeito do assunto. Entro e fico acompanhando a movimentação. De repente, quando menos esperava, alguém começa a falar sob um alto volume, à frente de todos. Não dava para entender as palavras. Mas como se tivesse ouvido meus pensamentos, eis que surge um microfone e a voz logo ecoa em meus ouvidos. Cada vez mais alta. As frases começavam baixas, mas terminavam de forma a chamar minha atenção e a de todos que ali estavam, a qualquer custo. Confesso que ás vezes me assustava, pois os gritos surgiam quando eu menos esperava.

Sim. Eu estava na Igreja Universal do Reino de Deus! A famosa sessão de descarrego das terças feiras.

Por curiosidade, mas pura curiosidade mesmo, ali estava eu, mais uma cidadã tentando não acreditar no que estava vendo e muito menos ouvindo. E nem imaginava o que ainda tinha por vir.

Com voz estridente, um rapaz, aparentemente com uns 30 anos, falava em seu microfone em nome de Deus. Sim, aquele "ser" que nunca vimos, mas que a maioria das pessoas temem e acreditam.

Pois bem, quando todos nós estávamos com as mãos na cabeça (como o pastor mandou), eu olho para os lados e vejo pessoas, homens e mulheres, que até aquele instante não haviam passado por ali. Eles andavam entre os bancos do ambiente. Com blusas de manga comprida e gola alta, homens de calça e mulheres de saia até os joelhos e, principalmente, com os cabelos naquele antigo penteado de bailarinas, o coque. Com olhar e postura intimidadores, eles passavam ao lado dos bancos, enquanto outros se posicionavam à porta de saída, como guardas. Esses eram os obreros.Tudo isso acontecia paralelo ao grande show do reverendo.

Cinco. Sim. Cinco foram as vezes em que foi pedido, ou quase exigido dos fiéis alguma contribuição para com a instituição. Primeiro ele cobrou o famoso dízimo, o que até então posso achar estranho a cobrança assim, digamos...descarada, mas isso existe em qualquer igreja. Entretanto, logo em seguida, surgiu um produto. Quase me senti assistindo à um daqueles canais de vendas. Eram cds. Neles cotinham cânticos dos cultos da igreja e ainda uma oração final do pastor. O mais incrível era a explicação: não precisava levar o cd (que por sinal custava dez reais. Preço estipulado pelo pastor). A pessoa podia apenas deixar a contribuição para ajudar a igreja, e o cd o reverendo ia passar para pessoas que realmente precisavam ouvir as palavras de Deus. Que realmente estavam com problemas.

Teve a parte da contribuição para as obras - vale lembrar que elas já estavam acontecendo. No entanto, mais um vez, o pastor deixou claro que era preciso que todos ajudassem com pelo menos 100 reais.

Depois de mais pedidos de contribuição, o último foi o melhor. Os obreros distribuíram um envelope, no qual os fiéis deveriam escrever no encarte seu sofrimento e aflição. Dentro do envelope deveria colocar uma contribuição que iria ajudar na busca de sua paz. De acordo com o pastor, todos os encartes seriam amarrados numa pedra (que estava no altar), que por sua vez seria jogada de cima do vão central da ponte Rio - Niterói. Nessa hora cheguei a pensar que ou eu estava num programa humorístico ou num hospício mesmo. Ou melhor: num programa humorístico dentro de um hospício. Mas o mais importante foi o aviso. Nós não poderíamos ir lá por conta própria, apenas ele e os obreros, que eram os anjos enviados por Deus para realizar tal tarefa e que era tão perigoso algum de nós querermos também realizar essa loucura, que o coisa ruim poderia intervir e um acidente não nos deixaria chegar até o topo da ponte.

Não sei o que você, que está lendo esse texto, está pensando. Mas entendo, porque nem eu consigo acreditar no acabei de escrever...será que eu sonhei?


E vamos que vamos...


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domingo, 6 de maio de 2007

Monólogo: "A Alma Imoral"

Clarice Niskier, atriz

Como falei no meu outro blog, tudo na vida é relativo. E foi isso o que comprovei também ao assistir o maravilhoso monólogo A Alma Imoral. Baseado no livro homônimo do rabino Nilton Bonder, a peça são trechos, parábolas bíblicas, que deixam a platéia em pensamento sobre as questões da vida. Desde Adão e Eva, no Paraíso, e toda a questão do pecado original, à história de Sodoma e Gomorra, em que o incesto é colocado como única alternativa para salvar um povo.

Cada trecho coloca em cheque questões morais e de princípios. A alma como algo imoral mesmo. E isso fica mais interessante com o fato de a atriz ficar nua durante toda a peça.

Independente de religião, o texto vem a acrescentar a todos. A nos fazer pensar nessas histórias, de repente com outro olhar e, principalmente, transportá-las para o dias atuais. No nosso cotidiano.

Mas durante a peça fiquei observando o público que estava ali assistindo, compenetrado em cada palavra da atriz e fui fazendo a somatória: Rio de Janeiro + Leblon + burguesia (nada contra a burguesia num todo, mas parte dela) = .... Não achei um resultado. Surpresa? Não sei! Mais estranho ainda é que saí da peça pensando: "Nossa! Isso tudo é tão óbvio". Foi aí que parei pra analisar: "O que é óbvio?" Saber que viver no individualismo, olhando para o próprio umbigo, só gera conflito e discórdia, e que viver nos extremos, no radicalismo total, também gera conflito e discórdia. Não era pra tudo isso ser óbvio?

Pois além de saber que tudo na vida é relativo, essa semana também descobri que o que é óbvio para mim pode não ser para os outros e que a partir do momento que as pessoas não acham óbvio aquilo que eu acho, então não existe nada óbvio. E partindo do princípio de que acho isso tudo tão óbvio, tudo que estou afirmando aqui passa a ser relativo. Essa é a única certeza que tenho.

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Quem tiver mais interesse e por acaso não puder assistir a peça, tem a opção do livro:

A Alma Imoral, Nilton Bonder. Editora Rocco.

Outras obras do rabino:
A Cabala da Comida (2004), A Cabala da Inveja (2004), Código Penal Celeste (2004), A Arte de se Salvar (2005), Ter ou não Ter, Eis a Questão (2006), Curativos para a Alma (2000), O Segredo Judaico de Resolução de Problemas (2005), entre outros.


E vamos que vamos...


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