sexta-feira, 20 de maio de 2011

Com a vida a gente aprende que o fim pode ser o começo. O começo de uma nova vida, novo trabalho, novo lar, novo amor. O começo. Não há um fim eterno, nem a morte. Não que seja de meu conhecimento. Este, até o momento, é o único motivo que leva o ser humano a acreditar na vida. O fato de poder parar e recomeçar. Sempre! Mudanças são difíceis e, muitas vezes dolorosas, mas nada que o tempo não ajude. E se tiver paixão para a caminhada na nova estrada, melhor ainda. Seguir o fluxo ou simplesmente aceitar o que nos é entregue é exemplo de covardia para com a vida. Ela exige mais. 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Reencontro com Bacco

Às vezes é estranho ver o rumo que a vida toma num determinado momento. Quando nada tem mais sentido e tudo perdeu o valor, eis que surge alguém que te ajuda a pensar com mais calma e pé no chão. O que não significa esquecer dos problemas. E, sim, tentar solucioná-los de forma mais concreta, sem drama ou pânico. A vida, infelizmente, é traiçoeira com algumas pessoas. Por mais que tentemos entender, acho que nem no final de tudo conseguimos. E não tem modelo. Não tem regra. É a vida de cada um. E é como tem que ser...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

“[...] O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!”(Florbela Espanca)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sombra do passado

Duas horas a mais de viagem. Ela, ansiosa contava cada minuto no ponteiro do relógio para chegar à cidade. Pela manhã, o sol de verão, forte e quente, já previa tudo que iria acontecer. Cabelo, roupa, maquiagem, e na rua alguns pingos de chuva, mesmo em pleno calor, marcavam o ritmo dos preparativos para a grande noite. Todos de branco, muito champagne e música animavam o ambiente com pessoas bonitas, descoladas e alegres. Era meia noite. Os fogos desenhavam imagens no céu anunciando o novo ano que chegava. Novas metas e certeza de que desta vez tudo daria certo. Uma sensação de euforia, felicidade, realizações. Otimismo! Foi então que chegou a notícia. Era o passado. O que não existe mais. Não vive mais. Está morto. Ou estava, até aquele momento. Sentou. Respirou. E novamente ouviu. Sim! Era o som do passado que entrava pelos ouvidos. A cara assustada. O coração acelerado. Não de felicidade, como poderia ser, tendo em vista o contexto. Mas de medo. Isso! Esse foi o sentimento: MEDO. O que sentiu naquela noite e durante alguns dias que se seguiram até que esqueceu o ocorrido.  Olhou pra frente e continuou o caminho da vida. 

Pois a semana nem tinha acabado quando a voz do passado retornou."Não é possível!", pensou. O ano mal começou e já deu uma prévia de como pode vir a ser. Essa é a verdade. É melhor que os passos que o passado têm dado sejam leves e passageiros. Do tipo: "Ops! Esbarrei sem querer. Perdão!". 

Que seja um morto vivo perambulando muito além da minha alma que já não anda mais perdida...
Mudança de layout!! Vamos começar o novo ano em ritmo de verão, alegre!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Futucando meu fotolog achei um comentário da querida e inteligentíssima amiga Marcele Felix, muito propício para os últimos tempos:

"(...)Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha

auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.
"Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!".
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!(...)"

luis fernado verissimo
Agora sei, sou só eu e minha liberdade que não sei usar.
Grande responsabilidade da solidão.
Quem não é perdido não conhece a liberdade, não ama.
Quanto a mim, assumo minha solidão que às vezes se extasia como diante de fogos de artifício.
Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio.

Lispector

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ela andava pela rua meio sem rumo. Passo a passo, pensamentos longe, às vezes sem pensamentos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ameniza. Curar, jamais

Hoje alguém soltou  a seguinte frase: "o tempo cura tudo. ou não". Respondi o que respondo a todos que costumam afirmar uma coisa ou outro dessa natureza, ou me perguntam sobre. "Ameniza. Mas curar, jamais". Não é uma verdade única. É uma verdade pessoal. Cada um tem a sua, baseado no que vive ou viveu. É história de vida. Apenas isso. Enfim.

E, por conscidência, destino, ou seja lá a definição dessas coisas, mais uma vez recebi o trailler do filme de Ana Paula Arósio, Como Esquecer, o que caiu melhor que uma luva sobre tudo isso que falo. O longa relata a dor do abandono. Dor da perda. De algo que não se terá mais. E como viver (ou sobreviver) depois disso? Algumas vezes não é apenas a falta da pessoa, mas de um momento da vida em que tudo era quase perfeito, encaixava. De repente desmorona na sua cabeça, sem você saber como.

Sinto que terei a mesma sensação de quando assisti Direito de Amar. É isso.