segunda-feira, 19 de setembro de 2011
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O que aconteceu? Por onde saiu correndo que nem tempo deu para ver? Assim foi...e pelo jeito será. A vida nos prega tantas peças. Todo sentimento deveria ser real, sincero...mas isso é para poucos. Quem quer corre atrás. Quem gosta investe. Quem ama cuida. E em todas as alternativas, tem medo de perder. Ninguém quer perder o que te faz bem, feliz. Ninguém. Será que realmente faz feliz? Idealizações, ilusões...apenas situações repetitivas que não levam a lugar nenhum. E nunca levaram. Só mostraram que muitas pessoas trabalham com o ilusório, mas não aguentam o real. O físico. É preciso treinar no espelho para sabermos exatamente qual impressão passamos para o outro. Será que é a real? A interior? A exterior? A sincera? A jogadora? A sensível? A fria?
A postura e o olhar não se entendem...algo anda errado...
A postura e o olhar não se entendem...algo anda errado...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
E com a saudade no meu peito? Faço o que?
Pensei que a sensibilidade em mim tinha morrido. Ela não morreu. Pensei que a intensidade em mim tinha morrido. Pois essa, também não morreu. Pensei, pensei, repensei...O destino é tão traiçoeiro com a gente. Parece que a felicidade concreta é para poucos. Sim. A felicidade de amar, de se apaixonar, sentir seu coração batendo novamente, a ansiedade de ver o outro. Sim. São para poucos. E veio tão forte, com tanta verdade, com tantos planos...e parece que está escorrendo entre meus dedos sem que me dê chance de segurar. Força eu tenho. Mas é mais esperto do que eu. E com a saudade no peito? Faço o que?
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Perda. Medo. E outras visitas
Sempre falaram que a perda dói, machuca. Não subjuguei isso. Mas não tinha noção real da proporção do fato, por nunca ter passado por ele. E só passando pelas situações é que podemos realmente sentir e entender. Pois a perda tem perseguido. Há um tempo. Um dia ela não bateu na minha porta. Simplesmente arrombou a ponta pés. E quando dei de cara com ela, reconheci. E tudo fez sentido. A perda dói mesmo. E dói muito. E não se sabe quando sua amiga, a falta, vai passar um dia. Hoje, acredito que não passa. Na verdade, se aprende a conviver com ela. Mesmo que o motivo já tenha passado. Porque ela deixa marcas que podem vir a tona a qualquer momento. Só para dizer: "posso aparecer na sua vida de surpresa novamente". Sabe, aquela surpresa desagradável? Se é que essa é a palavra exata.
Pois a perda me visitou a pouco tempo. Mas, ainda bem, foi só uma visita. Meio que um aviso. E eu entendi o recado. E fiquei um pouco intimidada. Porque ela sempre faz isso. Esse é o objetivo. A intimidação. Só com muitas perdas ou com o passar da vida aprendemos a lidar com isso...talvez. Ou aprendemos a não nos intimidar com ela. Passamos a encará-la de frente e agir. Para que saiba que somos fortes sim. E que podemos superar muitas coisas.
Depois de alguns dias resolvi dar um tapa na cara da perda e do medo. Outro parente próximo. E deixar que minha amiga, a felicidade, segurasse minha mão e me afastasse. Levasse-me para uma caminho de amores, levezas e satisfações. E assim é e sempre será...
Pois a perda me visitou a pouco tempo. Mas, ainda bem, foi só uma visita. Meio que um aviso. E eu entendi o recado. E fiquei um pouco intimidada. Porque ela sempre faz isso. Esse é o objetivo. A intimidação. Só com muitas perdas ou com o passar da vida aprendemos a lidar com isso...talvez. Ou aprendemos a não nos intimidar com ela. Passamos a encará-la de frente e agir. Para que saiba que somos fortes sim. E que podemos superar muitas coisas.
Depois de alguns dias resolvi dar um tapa na cara da perda e do medo. Outro parente próximo. E deixar que minha amiga, a felicidade, segurasse minha mão e me afastasse. Levasse-me para uma caminho de amores, levezas e satisfações. E assim é e sempre será...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
inseguranças de uma traumatiza de antenas ligadas
Início de relacionamento ou a possibilidade dele é algo que causa insegurança, incerteza, desconfianças. Quer ligar, não sabe se deve. Se pega horas olhando para o celular esperando que a qualquer momento ele toque. E, claro, você tem que estar ali pra atender. Mesmo que seja apenas um torpedo. Mas nada disso consegue matar a vontade de se ver. Nada substitui o contato. É com ele que se sente, se encaixa, se aconchega, se beija...Contatos têm que ter frequencia, cotidiano.
Enfim...inseguranças de uma traumatiza de antenas ligadas.
Enfim...inseguranças de uma traumatiza de antenas ligadas.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
"A necessidade do pra sempre"
Hoje vai um texto da escritora Clarissa Corrêa que conheci há pouco. Sentimentos e emoções escorrem entrem as palavras de seus textos. E este, escorre sobre mim...
A necessidade do pra sempre
A necessidade do pra sempre
“E eles foram felizes para sempre”. É assim que as histórias bonitas terminam (ou começam?). Não basta estar junto, não adianta viver o hoje, um dia de cada vez não é o suficiente. A gente quer que dure para sempre. Tem que durar, senão não tem graça. Tem que durar, senão a gente fracassou. Tem que durar, senão não valeu a pena.
Sou mulher, acredito em final feliz. Desculpa, eu acredito. Mas quer saber? Não quero viver no sonho, quero um amor real, não um amor de cinema. Porque no cinema tudo é retocado. É a vida real que mostra você e ele acordando com o cabelo bagunçado, bafo matinal, baba no travesseiro, rímel borrado, humor revirado, contas empilhadas, lençol amassado, roupas espalhadas num canto qualquer.
Amar é aceitar a parte fora do lugar do outro. O lado obscuro, sujo, quase cruel. Porque ninguém é santo, puro e limpo o tempo inteiro. Nunca quis que as coisas fossem perfeitas, pois o que é perfeito não tem cheiro de real.
A gente vive buscando garantias. Queremos que dê certo, queremos fazer dar certo, lutamos para colocar tudo nos trilhos, nos eixos. Mas a vida segue seu ritmo. Os sentimentos têm seus próprios passos de dança. E de vez em quando somos obrigadas a ensaiar um novo passo.
Nem sempre dura. Nem sempre é eterno. Nem sempre é como um sonho bom. E precisamos lidar com isso. Nem que seja na marra. Nem que tenha que engolir o choro e de vez em quando forçar um ou outro sorriso. Nem que a gente tenha que fingir que está tudo bem.
Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos.
Você foi para um lado. Eu para o outro. Não chegamos nem perto do sempre. Mas teve graça e valeu muito a pena. Valeu, sim. Não fracassamos, claro que não. Deu certo até onde tinha que dar. Foi eterno até o dia que deixou de ser. Não ficou nenhuma mágoa, nenhuma vontade, nenhuma saudade.
O que importa é a forma como a gente viveu e vive um sentimento. Não importa que nome ele tenha. Não importa se é um amor, um estar apaixonado, um gostar. O que importa é querer que aconteça. O que importa é querer que seja bom. Não importa se vai durar um dia ou uma vida inteira.
(Todo mundo quer que seja pra sempre, mas se não for o futuro vai dizer. Se não for o amanhã nos manda um recado. Mas pra saber só vivendo e se entregando como se ele, o famoso amanhã, não existisse.)
Clarisse Corrêa
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