Início de relacionamento ou a possibilidade dele é algo que causa insegurança, incerteza, desconfianças. Quer ligar, não sabe se deve. Se pega horas olhando para o celular esperando que a qualquer momento ele toque. E, claro, você tem que estar ali pra atender. Mesmo que seja apenas um torpedo. Mas nada disso consegue matar a vontade de se ver. Nada substitui o contato. É com ele que se sente, se encaixa, se aconchega, se beija...Contatos têm que ter frequencia, cotidiano.
Enfim...inseguranças de uma traumatiza de antenas ligadas.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
"A necessidade do pra sempre"
Hoje vai um texto da escritora Clarissa Corrêa que conheci há pouco. Sentimentos e emoções escorrem entrem as palavras de seus textos. E este, escorre sobre mim...
A necessidade do pra sempre
A necessidade do pra sempre
“E eles foram felizes para sempre”. É assim que as histórias bonitas terminam (ou começam?). Não basta estar junto, não adianta viver o hoje, um dia de cada vez não é o suficiente. A gente quer que dure para sempre. Tem que durar, senão não tem graça. Tem que durar, senão a gente fracassou. Tem que durar, senão não valeu a pena.
Sou mulher, acredito em final feliz. Desculpa, eu acredito. Mas quer saber? Não quero viver no sonho, quero um amor real, não um amor de cinema. Porque no cinema tudo é retocado. É a vida real que mostra você e ele acordando com o cabelo bagunçado, bafo matinal, baba no travesseiro, rímel borrado, humor revirado, contas empilhadas, lençol amassado, roupas espalhadas num canto qualquer.
Amar é aceitar a parte fora do lugar do outro. O lado obscuro, sujo, quase cruel. Porque ninguém é santo, puro e limpo o tempo inteiro. Nunca quis que as coisas fossem perfeitas, pois o que é perfeito não tem cheiro de real.
A gente vive buscando garantias. Queremos que dê certo, queremos fazer dar certo, lutamos para colocar tudo nos trilhos, nos eixos. Mas a vida segue seu ritmo. Os sentimentos têm seus próprios passos de dança. E de vez em quando somos obrigadas a ensaiar um novo passo.
Nem sempre dura. Nem sempre é eterno. Nem sempre é como um sonho bom. E precisamos lidar com isso. Nem que seja na marra. Nem que tenha que engolir o choro e de vez em quando forçar um ou outro sorriso. Nem que a gente tenha que fingir que está tudo bem.
Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos.
Você foi para um lado. Eu para o outro. Não chegamos nem perto do sempre. Mas teve graça e valeu muito a pena. Valeu, sim. Não fracassamos, claro que não. Deu certo até onde tinha que dar. Foi eterno até o dia que deixou de ser. Não ficou nenhuma mágoa, nenhuma vontade, nenhuma saudade.
O que importa é a forma como a gente viveu e vive um sentimento. Não importa que nome ele tenha. Não importa se é um amor, um estar apaixonado, um gostar. O que importa é querer que aconteça. O que importa é querer que seja bom. Não importa se vai durar um dia ou uma vida inteira.
(Todo mundo quer que seja pra sempre, mas se não for o futuro vai dizer. Se não for o amanhã nos manda um recado. Mas pra saber só vivendo e se entregando como se ele, o famoso amanhã, não existisse.)
Clarisse Corrêa
terça-feira, 31 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Com a vida a gente aprende que o fim pode ser o começo. O começo de uma nova vida, novo trabalho, novo lar, novo amor. O começo. Não há um fim eterno, nem a morte. Não que seja de meu conhecimento. Este, até o momento, é o único motivo que leva o ser humano a acreditar na vida. O fato de poder parar e recomeçar. Sempre! Mudanças são difíceis e, muitas vezes dolorosas, mas nada que o tempo não ajude. E se tiver paixão para a caminhada na nova estrada, melhor ainda. Seguir o fluxo ou simplesmente aceitar o que nos é entregue é exemplo de covardia para com a vida. Ela exige mais.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Reencontro com Bacco
Às vezes é estranho ver o rumo que a vida toma num determinado momento. Quando nada tem mais sentido e tudo perdeu o valor, eis que surge alguém que te ajuda a pensar com mais calma e pé no chão. O que não significa esquecer dos problemas. E, sim, tentar solucioná-los de forma mais concreta, sem drama ou pânico. A vida, infelizmente, é traiçoeira com algumas pessoas. Por mais que tentemos entender, acho que nem no final de tudo conseguimos. E não tem modelo. Não tem regra. É a vida de cada um. E é como tem que ser...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
“[...] O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades...sei lá de quê!”(Florbela Espanca)
domingo, 9 de janeiro de 2011
Sombra do passado
Duas horas a mais de viagem. Ela, ansiosa contava cada minuto no ponteiro do relógio para chegar à cidade. Pela manhã, o sol de verão, forte e quente, já previa tudo que iria acontecer. Cabelo, roupa, maquiagem, e na rua alguns pingos de chuva, mesmo em pleno calor, marcavam o ritmo dos preparativos para a grande noite. Todos de branco, muito champagne e música animavam o ambiente com pessoas bonitas, descoladas e alegres. Era meia noite. Os fogos desenhavam imagens no céu anunciando o novo ano que chegava. Novas metas e certeza de que desta vez tudo daria certo. Uma sensação de euforia, felicidade, realizações. Otimismo! Foi então que chegou a notícia. Era o passado. O que não existe mais. Não vive mais. Está morto. Ou estava, até aquele momento. Sentou. Respirou. E novamente ouviu. Sim! Era o som do passado que entrava pelos ouvidos. A cara assustada. O coração acelerado. Não de felicidade, como poderia ser, tendo em vista o contexto. Mas de medo. Isso! Esse foi o sentimento: MEDO. O que sentiu naquela noite e durante alguns dias que se seguiram até que esqueceu o ocorrido. Olhou pra frente e continuou o caminho da vida.
Pois a semana nem tinha acabado quando a voz do passado retornou."Não é possível!", pensou. O ano mal começou e já deu uma prévia de como pode vir a ser. Essa é a verdade. É melhor que os passos que o passado têm dado sejam leves e passageiros. Do tipo: "Ops! Esbarrei sem querer. Perdão!".
Que seja um morto vivo perambulando muito além da minha alma que já não anda mais perdida...
Assinar:
Postagens (Atom)
This obra by http://ironicamenteviavel.blogspot.com is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
