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sábado, 17 de abril de 2010

Em que revolução estamos agora?

Acabo de assistir uma "matéria" sobre virgindade. Parece que ser virgem virou moda novamente. Aliás, mais do que isso: virou comércio. Depois de meados do século XX, da revolução sexual, do movimento feminista, de woodstock, "sexo, drogas & rock'n roll", eis que chega a época da castidade.

O interessante é que, mais um vez, os personagens que propagam essa nova forma de rever o sexo são pessoas públicas, artistas, e, na maioria das vezes, jovens. Grupos como Jonas Brothers, por exemplo, além de levantarem a bandeira do "sexo só depois do casamento", ainda são homens. O que torna o assunto ainda mais interessante.

Outra celebridade que também me chamou atenção foi a modelo Adriana Lima. Aos 28 anos dizia que ainda era virgem e se guardava para o homem certo. Eu li errado, ou há alguns anos ela namorou o cantor Lenny Kravitz? Comentários a parte, o fato de ser modelo deixou muita gente de queixo caído. No mundo das grandes beldades uma virgem? Quase inacreditavel! Enfim...

Além de representações por personagens midiáticos, ainda descobri que existem objetos de consumo. O que torna tudo ainda mais contraditório. Não estava na moda a pulseira do sexo? Pois também já existem anéis, colares e pulseiras da castidade.

O que Sartre e Simone achariam de tudo isso? Onde está o liberdade sexual e as transgressões? Será que todos se cansaram da luta e resolveram levantar a bandeira branca?

Outro dia ouvi alguém dizer que sexo era uma das coisas mais bonitas que existiam. E aí respondi: se visualize numa posição bem apropriada do sexo e me diz se realmente acha bonito. A pessoa ficou sem resposta.

Claro que depende com quem faz, o momento e tudo mais, todo o contexto conta, mas sexo é sexo. Nada além disso.

E volta toda aquela história da Cinderela que acredita que um dia vai encontrar o príncipe encantado que a tornará feliz para sempre...

Em que revolução estamos agora?

sábado, 17 de janeiro de 2009

E eu ainda me surpreendo...

Essa semana o diretor do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no bairro do Fonseca, em Niterói, Dr. José Luiz Medeiros, convidou a imprensa para uma coletiva para falar sobre o resultado do exame de DNA de um bebê que nasceu em novembro. Isso porque a cozinheira Alexsandra Santos de Oliveira, de 34 anos, na época, havia dado a luz ao filho Gabriel e dois meses depois, levantou a hipótese de a criança ter sido trocada no hospital. O fato aconteceu pois, ela e o marido, o servente Alexandre Assunção Maciel, também de 34, são "negros" e o bebê é branco e tem os olhos claros. Detalhes à parte, esse foi o assunto desde o início desse mês em toda a imprensa carioca.

A troca de recém nascidos em maternidades não é notícia nova para ninguém. "Erro primário", como disse o diretor do Heal, ou não, é sempre uma erro. E nesse caso, um problema e tanto. Porém, a imprensa resolveu achar que esse era o único assunto de importância no momento. Falta de notícia? Tenho lá minhas dúvidas. Ainda mais se tratando de Rio de Janeiro.

Claro que, por ter uma diferença grande entre os pais e a criança em questão, além de outros erros de identificação do bebê e da mãe, que foram cometidos e devidamente assumidos pelo diretor, o fato não poderia passar despercebido. Mas metralhar a integridade do Hospital e a competência da equipe de enfermeiros e médicos, foi além da conta. Até porque, durante todo o tempo a Alexsandra admitia que tinha um avô com as mesmas características da criança.

Quando se tem nas mãos algo tão poderoso como um veículo de comunicação, tem que se levar em conta uma boa investigação e ter certeza do que está sendo falado, sugerido e, principalmente, insinuado.

Por final, na coletiva ficou confirmado que o bebê era sim filho de Alexsandra. Satisfeitos? Poderia ter falado o diretor. Mas não insatisfeitos com o que ouviram, começam as especulações de que o pequeno Grabriel poderia não ser filho de Alexandre (o pai). Increditável!

Eis que surge uma voz lá atrás: "É sim. Ele é o pai. Ele fez o exame por vontade própria". Mais inacreditável ainda alguém perder tempo para responder isso...

Enfim...esse é a imprensa brasileira...o que posso fazer???
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Foto: Divulgação Globo.com

domingo, 30 de novembro de 2008

Aumenta o número de vítimas da chuva

Maíra Mello - O Fluminense

Subiu para 833 o número de desabrigados no Rio por conta das chuvas, segundo levantamento da Coordenação da Defesa Civil do Estado. O número de desalojados não teve alteração e se manteve em 2.023 pessoas.

O aumento dos desabrigados no Estado é resultado da forte chuva que caiu em Campos, no Norte Fluminense, na última quinta-feira. Cerca de 436 pessoas ficaram desabrigadas na cidade. De acordo com o comandante Henrique Oliveira, da Defesa Civil no município, o número de desabrigados tende a aumentar, já que a chuva continua a cair na região.

Segundo a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil, o município mais castigado pelas chuvas até agora é Rio Bonito. A Defesa Civil do município confirmou duas mil casas com risco de desabamento. Os principais bairros atingidos são Boqueirão, Bosque Clube, Rio Vermelho e Marajó, onde duas pessoas morreram após deslizamento de terra na terça-feira. Aproximadamente 1,2 mil pessoas estão desalojadas e 40 desabrigadas.

De acordo com a Secretaria de Comunicação de Rio Bonito, ontem um helicóptero águia da Polícia Militar sobrevoou a cidade, com a secretária municipal de Meio Ambiente, Carmem Mota, o geólogo Paulo Guimarães, do Departamento de Recursos Minerais, e o tenente-coronel Bandeira, coordenador da Defesa Civil estadual na região, para analisar a situação e tomar as medidas necessárias.

O prefeito José Luiz Alves Antunes, o Mandiocão, colocou toda a equipe municipal em regime de plantão para o final de semana. "Estamos fazendo o possível para que não tenhamos mais vítimas fatais". Mais de 215 mil pessoas foram afetadas pela forte chuva dos últimos dias no Estado, além de três óbitos, um em Volta Redonda e dois em Rio Bonito.

Municípios têm postos para receber doações

A Prefeitura de Rio Bonito disponibilizou o número da conta corrente para que as pessoas possam fazer doações às vítimas dos temporais em Rio Bonito. O número é 15602-7, agência 0627-0, no Banco do Brasil.

Também há locais em outros municípios onde as doações podem ser feitas: em Niterói, no Centro Universitário Plínio Leite (Centro); em Itaboraí, na Secretaria de Desenvolvimento Social (Centro); em Tanguá, na Defesa Civil Municipal (Centro); em Rio Bonito, na Igreja de São João Batista, Igreja Batista, Ciep Professor Honesto de Almeida Carvalho (bairro da Mangueirinha) e na Secretaria de Bem-Estar Social (Centro); e em São Gonçalo, no Centro de Referência em Assistência Social (Barro Vermelho).

Hoje, às 13 horas, motociclistas do grupo Bode do Asfalto, formado por maçons de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Rio de Janeiro levam doações às famílias que sofreram com a forte chuva em Rio Bonito. Os produtos serão entregues ao Hospital Regional Darcy Vargas.De acordo com a concessionária Autopista Fluminense, responsável pelo trecho da BR-101 que vai da Ponte Rio-Niterói à divisa com o Espírito Santo, a rodovia está parcialmente interditada na altura do quilômetro 28, em Campos. Ontem a equipe da concessionária esteve no local para resolver a situação.

Na última quinta-feira, a Sesdec já havia decretado estado de emergência em cinco municípios fluminenses: Carapebus, Silva Jardim, Paracambi, Barra do Piraí e Rio Bonito. Essas cidades, junto a Campos, têm a maior parte dos desalojados e desabrigados.

sábado, 8 de novembro de 2008

"O homem Cordial"

"Era um homem cordial. Fazia questão disso. Adorava ser educado, usar palavras gentis, dar preferência, ter compostura. Adorava a palavra compostura.

Na fila do banco, do supermercado, numa loja, na padaria, sempre olhava para ver se tinha algum idoso, alguma mulher, uma grávida quem sabe, com quem pudesse ser gentil, a quem pudesse ceder a vez.

No trânsito, costumava ser insultado com freqüência, porque vivia deixando qualquer um passar na frente, esperava aquela velhinha atrapalhada estacionar sem pressa, nem chegava perto dos motoboys, parava no sinal ainda amarelo, nunca ultrapassava a velocidade permitida. "Sai da frente, mané! Roda presa!", ouvia, e deixava para lá, com um sorriso superior, de quem sabia exatamente o que estava fazendo e fazia exatamente o que queria fazer: ser correto, gentil, sem estresse, tentando provar para ele mesmo, para sua família e para o mundo que, sim, o homem é basicamente bom. E o brasileiro, particularmente, é cordial, o Sergio Buarque de Hollanda estava certo...

Houve um dia que chegou ao cúmulo de esperar mais de uma hora no aeroporto porque não agüentou assistir ao bate-boca entre um passageiro que perdera o vôo e o atendente, ambos explodindo de irritação. Para acabar com aquele "clima ruim", cedeu seu lugar para o Rio de Janeiro. "Vou no próximo, é ponte aérea, não demora nada", afirmou para interlocutores totalmente atônitos.

Não que esperasse alguma coisa em troca da sua gentileza. Já tinha ouvido falar do tal profeta do Rio, aquele que dizia que "gentileza gera gentileza", mas nem com relação a isso alimentava muita expectativa. Agia dessa maneira simplesmente porque achava correto.

Como achava correto dar bom dia e boa tarde, apertar o botão do elevador para os demais passageiros, abrir a porta do carro para as mulheres.

Também não achava correto fechar o vidro na cara daqueles maltrapilhos que vinham pedir esmola no semáforo ali na esquina da sua casa. Até conhecia alguns, sempre dava uns trocados, por isso não estranhou quando o homem se aproximou com a cabeça coberta por um cobertor imundo e encostou no carro, como que pretendendo limpar o pára brisa, com um paninho mais imundo ainda. Abriu o vidro apenas para dizer que não precisava limpar o vidro, que de fato não seria limpo mesmo, porque iria dar a moeda para o homem de qualquer jeito.

Não deu tempo de dizer nada, porque por debaixo do cobertor surgiu a outra mão do homem, com um caco de garrafa pontiagudo.

O corte pegou da boca até a orelha, quase talhando a jugular, passando perto do olho.

Conseguiu chegar ao hospital tempo de estancar a hemorragia, levou dezenas de pontos, quase sucumbiu a uma infecção, mas já está em casa, sem poder falar.

É meio perversa a minha curiosidade, mas queria saber o que ele pensa agora a respeito da cordialidade.

É difícil saber qual é o limite da bondade (e da maldade) humana."

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Luíz Caversan - colunista do site da Folha


Ps. E aí eu pergunto: Em que mundo estamos??? Ou melhor: em que mente estamos???

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Boas Novas

Enfim, vê-se uma luz no fim do túnel. Depois de um fim de ano conturbado, o início de outro frenético, eis que chega a paz. Um novo ciclo de minha vida começa com o pé direito. Nervosismo e muita expectativa de mudanças.

Sempre com a boa energia de amigos, que são poucos, porém cheios de amor para me dar. E isso basta!!!

A partir de hoje posso realmente fazer jus ao meu tão suado canudo e a todas as pessoas chatas que tive que aturar durante a faculdade.

Enfim, sou jornalista.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vidas que se mostram

Ontem, assistindo ao maravilhoso programa Saia Justa, no maravilhoso GNT (adooro), vi o depoimento de duas mulheres, que no momento não me recordo de que país eram, mas são latinas. O tema da vez no programa era "ir para outro lugar e se encontrar". Identificação melhor do que essa com minha pessoa, impossível. Enfim...

Crises existenciais à parte (senão vou ocupar o post inteiro) eis que uma delas fala sobre deixar a vida. E ela expressou esse sentimento de uma forma que me chamou a atenção. Ela disse que no meio de seu sofrimento e vontade de sair pra se encontrar, ela teve vontade de deixar de viver. E explicou que não era morrer...Olha que interessante: deixar de viver sem necessariamente morrer. Gostei muito disso! Pensei, repensei, analisei...é possível. E acho que muitas pessoas procuram isso e não necessariamente a morte. Porque morrer é muito fácil: livra-se dos problemas e pronto. Mas deixar de viver? Isso sim é mais doloroso. Vejo isso como se tornar um zumbi. Sim...aquele ser que anda, se mexe, mas não pensa...fica meio que vegetando sem estar deitado...fica por aí perambulando sem saber por quê, nem pra onde. Isso é deixar de viver sem morrer...

Você foge, foge e foge...e quando olha pra trás as coisas insistem em correr atrás de você. Você acha que está se afastando, mas está cada vez mais perto. Triste...isso sim é triste!

domingo, 31 de agosto de 2008

então...

Quero viver, como De Beauvoir e Lispector,
e sugar intensamente essa vida que não pede para existir
e mesmo assim insiste em se aproveitar de mim;

Daqui nada quero levar. Nem mesmo o conhecimento.
Apenas quero sugar e usufruir...e mais nada.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

seu jorge e eu, eu e seu jorge


Inacreditável, mas precisei ir à Vitória pra conhecer Seu Jorge. Sim, o próprio. Depois de muito álcool, sentei ao seu lado no bar e saí a fazer perguntas...imaginem... Desde seu álbum com minha diva Ana Carolina, ao cd Cru, gravado fora do país. De acordo com Seu Jorge, o cd com Ana não era ser pra ser gravado. Foi insistência dela. Enfim...acho que o resto do assunto não devo postar, pois muita coisa pode ser mal interpretada. Sei lá!!!


Bom...era isso!!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Livros

A partir de hoje escreverei apenas sobre livros. Livros esses que estou lendo para algumas provas da vida..hehehe

Chega de melodramas emocionais pessoais...e a vida segue seu rumo sem perder o foco, jamais!

terça-feira, 29 de julho de 2008

...

Eu vou atravessar o rio a deslizar
que me separa de você
O tempo atravessa em meu lugar
e deixo pra depois o que eu tinha que fazer
O destino aceito sem dizer sim ou dizer não
sem entender
e fica a sensação de saber exatamente porque mentir
Eu sei de onde vim e pra onde irei
mas com você fico sem saber onde estou
Nós dois que sequer nos parecemos
e não cabemos num mesmo espelho
mas nos olhamos toda manhã
A ferrugem mesmo pouca
corrói os trilhos
As ruas nos atravessam
sem olhar pro lado
estou em você

ana carolina

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É...algo anda acontecendo dentro de mim...enfim...confusa...preciso de um tempo sozinha, tempo esse indefinido...

sábado, 5 de julho de 2008

Sentimentos...

Sentimento é algo inexplicável. De repente esse é o barato mesmo. Não é pra explicar, é apenas pra sentir!
Mas no meio do tumulto interno emocional a gente procura uma saída que explique algo...
Porque, como diz minha amiga Lispector: eu preciso pelo menos achar que entendo, senão eu piro!
E essas situações são tão inusitadas que nos deixa um pouco tontos.
Preciso concentrar minhas energias em outras coisas, frequentar mais o Parque Lage pra relaxar e deixar a vida me mostrar os caminhos, sem perder o foco.
Vida insana da po...a!!

sábado, 21 de junho de 2008

Sentidos

Esses dias descobri que o ar tem cheiro...e que a sensação de liberdade e leveza realmente são possíveis de se sentir. São palpáveis...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A velha infância

Acabei de ler uma resenha do livro O verão de Chibo, de Vanessa Barbara e Emílio Fraia, escrita por Eduardo Sterzi, na revista Cult de junho.

O tema presente é a infância. Ou melhor, a perda dela. E fiquei pensando várias coisas a respeito disso. Principalmente depois de ler a parte da matéria que diz:

" O fim da infância pode ser tão 'cruel' quanto o fim do verão, ' e fazemos questão de esquecer e de pensar que talvez fosse possível enganar o tempo, alongar o verão pra mais tarde e não dormir'".

Realmente é muito dolorosa a perda da infância, fase em que tudo no mundo é lindo; a vida é linda; os pais são as pessoas mais inteligentes e perfeitas; amamos nossos amiguinhos, que serão pra toda a vida; Papai Noel traz presente porque somos bons, enfim...

De repente, num momento inesperado, começamos a ver sombras onde antes era apenas luz, preto e branco, onde era colorido. As coisas passam a ter outro peso, outro gosto, outro cheiro, outras sensações... E esse processo é muito triste. A gente não consegue compreender o que está acontecendo. Parece que tudo foi tão de repente...

Que nada! Tudo mudou no tempo certo, na hora certa, independente do motivo e do momento. E só nos resta caminhar e aos poucos ir se familiarizando com essa mudança dura, temerosa e estranha.

Coelhinho da Páscoa...o que trazes pra mim?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A razão de estar aqui

Por que nascer? Por que morrer? Por que viver?

São tantas perguntas sem respostas que ficamos ás vezes andando muito desbaratinados pelo mundo.

É preciso saber o por quê das coisas, a lógica, o entendimento. E é natural que a gente queira saber. Viver é como amar. Digo isso baseada num livro que estou lendo no momento: Amor Líquido, de Zygmun Bauman. Uma das descrições dele a respeito do amor é exatamente essa: algo que não é possível projetar futuro. Não se sabe o que virá na frente. Popularmente dizendo: é um tiro no escuro.

Viver também é isso. Você vai caminhando num túnel escuro, como se fosse cego, e as coisas vão acontecendo, acontecendo...e da mesma forma que não se sabe o caminho de ida, também não se encontra o caminho de volta.

Complicado isso...

Poderia ter pelo menos uma janela para, caso não possamos pular, pudéssemos ao menos visualizar algo diferente da reta escura em que estamos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

O Poder do pau...

Depois de muito tempo resolvi falar do caso Ronaldo Fenômeno. O fato me lembrou um ótimo filme que vi há algum tempo: O Baixio das Bestas, de Cláudio Assis.
A película mostra a prostituição e suas várias formas, em uma cidadezinha no interior do país. O avô que explora a neta sexualmente; um grupo de jovens classe média que só pensam em sexo, e principalmente o violento, frequentando, dessa forma, um prostíbulo local; e a minúscula vizinhança que se finge de cega (aliás, fato muito comum num país de coisa alguma).
Tudo isso me veio a associação com o valor do pênis. Durante todo o filme, a figura desse órgão, tão dominador no ser masculino, é apresentado de forma nua crua (e digo isso em seu sentido concreto). Essas cenas acontecem de todas as formas: imagens dos jovens numa cachoeira conversando e mexendo no "amigo"; a relação sexual violenta entre as prostitutas e os jovens; e o prazer dos homens em ver uma menina, pré adolescente, semi-nua.
Com tudo isso, vejo que Ronaldinho continua a seguir as ações e atitudes de sua masculinidade. E o que digo não tem relação nenhuma com os travestis. Nada disso...É aquela história de "quem procura, acha". E ainda por cima a noiva pode estar grávida.
Não costumo julgar as pessoas. O ser humano é o animal que mais erra no mundo, partindo do princípio de que é o único que pensa. No entanto, tenho que admitir que muitas pessoas procuram problemas para si. Estão quietas, calmas em suas vidinhas confortáveis (não apenas em relação ao dinheiro, porque a vida pode ser confortável de várias formas) e de repente resolvem viver emoções fortes...querem correr riscos...sentir a adrenalina sendo liberada em seu corpo. A satisfação plena! Até certo momento. Porque quando tudo perde o controle e as consequências não pensadas começam a acontecer...É SÓ IR AO FANTÁSTICO DAR UMA ENTREVISTA QUE FICA TUDO BEM!! hehehe

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O Afeto...

O afeto...Este será o principal tema de meu projeto de mestrado para 2009. Afeto, gênero e comunicação (revista feminina).

O que é o afeto? O amor? E alguns sentimentos existentes no mundo feminino.

Conversando com minha ex-professora e orientadora e atual amiga, o afeto tem significados positivos e negativos. Ele pode ser amor, carinho...como pode ser tédio...mas independente disso, ele sempre é um sentimento produzido, criado e que nós nos apossamos.

Não existe afeto dentro de nós. Nós é que escolhemos o tipo de afeto existente na sociedade e o adquirimos de acordo com o momento em que estamos vivendo.
Deleuze


Deleuze e Freud vão passar a ser meus grandes amigos por um longo
tempo...












Freud

sábado, 5 de abril de 2008

Vida...

Viva

com sinceridade, com intensidade

erre, acerte

sofra, ria

bata, apanhe

mas sempre lembre

VIVA

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O grande palco da vida...

Já ouvi muitas vezes que a vida é um grande palco. Que por isso temos que ser atores, protagonistas até, ao invés de fazer parte da platéia. Essa teoria pode ter várias interpretações. No entanto insistem em nos fazer acreditar apenas em uma delas: que na vida nós é que criamos o caminha o qual seguir; que temos que agir, e não ficar sentados esperando as coisas acontecerem. Mas esquecem da outra interpretação muito mais realista: que na vida precisamos atuar para sobreviver.
Quem nunca viu pessoas que falam apenas o que o outro quer ouvir; ou age de uma determinada forma porque sabe que esperam isso dele. Indivíduos com duas caras...
Presencio tais situações dia após dia. E não dá para compreender como os outro não percebem.
Pode parecer pretensão, mas me identifico muito com o escritor Fiódor Dostoiévski. Suas observações do mundo, das pessoas, dos fatos...enfim, de tudo o que o rodeava. E não pensem que isso signifique que somos superiores à alguém ou que nos consideramos perfeitos ao ponto de criticar o outro. Aqui não há críticas e sim observações e análises. Não tenho a pretensão de estar correta com o que digo.
Percebo também, que minha teoria da "Interpretatividade" pode se completar com a teoria da "Interessividade". Outra conclusão a qual cheguei também em minhas observações. Além da questão do poder, como analisou Foulcault em um outro momento, a questão do interesse nos acompanha a cada dia. Interesse não se resume em dinheiro, como muitos acham. Esse é apenas um dentre vários. Mas no momento me concentro nos interesses não palpáveis.
Interesses de oportunidades, do que um indivíduo pode proporcionar ao outro. O que podemos "lucrar" quando escolhemos ou descartamos pessoas na vida.
Mas apesar de tudo o que disse até agora, o que mais me chama a atenção é o fato de a maioria das pessoas acharem esses comportamentos totalmente compreensíveis.
Uma coisa é certo: situações da vida não nos dizem respeito até que aconteçam com a gente!
Essa foi a grande lição que tive até o momento...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Vida Nova!!

Depois de um longo recesso e muitos problemas, o blog está de volta a ativa.

Vida nova, futuro novo, novos horizontes me esperam para o novo ano.

ANO NOVO, TUDO NOVO!!

E viva o destino, porque há males que vêem para o bem...já dizia o poeta!
De repente num momento da vida descobrimos que todos os clichês são reais. Antes tarde do que nunca!

Por isso nessa virada vou fazer todas as coisas que achava baboseira de final de ano: vou pular sete ondinhas, jogar flores pra Yemanjá, comer as três uvas fazendo pedido...e por aí vai!!

E vamos que vamos...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Venezuela e seu dilema...

Na verdade a postagem anterior seria para falar um pouco sobre o caso Chavez X RCTV. Mas achei que o assunto é um pouco confuso e complexo para se escrever em apenas uma postagem e que também é bem polêmico.

Mesmo ainda não consigo escrever. Isso porque costumo, alguma vezes, ter opiniões ambigüas em relação a certos assuntos. E esse é uma caso!

Consigo enxergar, de uma certa forma, os dois lados da questão. Mas ao mesmo tempo de cara já intitular a atitude de Hugo Chavez como uma " pré ditadura" é exagerado ao meu ver.

Parto do princípio de que quem pode dar direito à alguém, também pode tirar. Isso, principalmente, quando o "doador" é ameaçado de alguma forma pelo "receptor". É questão de defesa. E cada um se defende da maneira que acha melhor.

Não sei até que ponto a população venezuelana enxergou esse caso pelo lado político ou pessoal. Vamos fazer uma comparação: imaginem uma Tv Globo da vida, detentora da maioria da audiência brasileira. Digamos que a vida dela está nas mãos do presidente, seja ele quem for, e um dia, esse mesmo presidente não renove sua licença. Alguém acha mesmo que o povo brasileiro ia se revoltar com os motivos que o levaram a tal atitude ou porque nunca mais eles iam ver o chato do Faustão; as musas, os galãs e todas as tramas alienáveis das novelas; o pretensioso Fantástico... e por aí vai!

Não pensem que estou subjulgando a inteligência do povo. Apenas me baseio no fatos do cotidiano e na realidade. Apenas observações pessoais. Ficar falando que o povo brasileiro não é bobo, que está vendo as coisas acontecerem e se revolta...não sei bem onde viram isso. Tem sim, algumas pessoas dessa civilização que percebem algo ao seu redor e que tentam, mesmo nas mínimas coisas, fazer diferente. Mas isso se resume a um pequeno grupo (e não pensem que me refiro aos intelectuais, cultos). Refiro-me às pessoas do dia-a-dia mesmo. Até porque esses "pseudos-intelectuais" são tão contraditórios quanto o povo em geral. Mas não vou estender a esse assunto. Enfim...

Outra coisa: não estou analisando a população venezuelana e muito menos comparando-a com a brasileira. Até porque, para isso, teria que ir lá e ter conhecimento de causa antes de falar. É porque não agüento ver brasileiro falar de país vizinho. É a velha frase do teto de vidro. A gente tem que se analisar antes de apontar para o outro.

Não sei...pensem bem...dêem suas opiniões.

Vamos que vamos...


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