sábado, 17 de abril de 2010
Em que revolução estamos agora?
sábado, 17 de janeiro de 2009
E eu ainda me surpreendo...
Essa semana o diretor do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no bairro do Fonseca, em Niterói, Dr. José Luiz Medeiros, convidou a imprensa para uma coletiva para falar sobre o resultado do exame de DNA de um bebê que nasceu em novembro. Isso porque a cozinheira Alexsandra Santos de Oliveira, de 34 anos, na época, havia dado a luz ao filho Gabriel e dois meses depois, levantou a hipótese de a criança ter sido trocada no hospital. O fato aconteceu pois, ela e o marido, o servente Alexandre Assunção Maciel, também de 34, são "negros" e o bebê é branco e tem os olhos claros. Detalhes à parte, esse foi o assunto desde o início desse mês em toda a imprensa carioca. A troca de recém nascidos em maternidades não é notícia nova para ninguém. "Erro primário", como disse o diretor do Heal, ou não, é sempre uma erro. E nesse caso, um problema e tanto. Porém, a imprensa resolveu achar que esse era o único assunto de importância no momento. Falta de notícia? Tenho lá minhas dúvidas. Ainda mais se tratando de Rio de Janeiro.
domingo, 30 de novembro de 2008
Aumenta o número de vítimas da chuva
O aumento dos desabrigados no Estado é resultado da forte chuva que caiu em Campos, no Norte Fluminense, na última quinta-feira. Cerca de 436 pessoas ficaram desabrigadas na cidade. De acordo com o comandante Henrique Oliveira, da Defesa Civil no município, o número de desabrigados tende a aumentar, já que a chuva continua a cair na região.
Segundo a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil, o município mais castigado pelas chuvas até agora é Rio Bonito. A Defesa Civil do município confirmou duas mil casas com risco de desabamento. Os principais bairros atingidos são Boqueirão, Bosque Clube, Rio Vermelho e Marajó, onde duas pessoas morreram após deslizamento de terra na terça-feira. Aproximadamente 1,2 mil pessoas estão desalojadas e 40 desabrigadas.
De acordo com a Secretaria de Comunicação de Rio Bonito, ontem um helicóptero águia da Polícia Militar sobrevoou a cidade, com a secretária municipal de Meio Ambiente, Carmem Mota, o geólogo Paulo Guimarães, do Departamento de Recursos Minerais, e o tenente-coronel Bandeira, coordenador da Defesa Civil estadual na região, para analisar a situação e tomar as medidas necessárias.
O prefeito José Luiz Alves Antunes, o Mandiocão, colocou toda a equipe municipal em regime de plantão para o final de semana. "Estamos fazendo o possível para que não tenhamos mais vítimas fatais". Mais de 215 mil pessoas foram afetadas pela forte chuva dos últimos dias no Estado, além de três óbitos, um em Volta Redonda e dois em Rio Bonito.
Municípios têm postos para receber doações
A Prefeitura de Rio Bonito disponibilizou o número da conta corrente para que as pessoas possam fazer doações às vítimas dos temporais em Rio Bonito. O número é 15602-7, agência 0627-0, no Banco do Brasil.
Também há locais em outros municípios onde as doações podem ser feitas: em Niterói, no Centro Universitário Plínio Leite (Centro); em Itaboraí, na Secretaria de Desenvolvimento Social (Centro); em Tanguá, na Defesa Civil Municipal (Centro); em Rio Bonito, na Igreja de São João Batista, Igreja Batista, Ciep Professor Honesto de Almeida Carvalho (bairro da Mangueirinha) e na Secretaria de Bem-Estar Social (Centro); e em São Gonçalo, no Centro de Referência em Assistência Social (Barro Vermelho).
Hoje, às 13 horas, motociclistas do grupo Bode do Asfalto, formado por maçons de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Rio de Janeiro levam doações às famílias que sofreram com a forte chuva em Rio Bonito. Os produtos serão entregues ao Hospital Regional Darcy Vargas.De acordo com a concessionária Autopista Fluminense, responsável pelo trecho da BR-101 que vai da Ponte Rio-Niterói à divisa com o Espírito Santo, a rodovia está parcialmente interditada na altura do quilômetro 28, em Campos. Ontem a equipe da concessionária esteve no local para resolver a situação.
Na última quinta-feira, a Sesdec já havia decretado estado de emergência em cinco municípios fluminenses: Carapebus, Silva Jardim, Paracambi, Barra do Piraí e Rio Bonito. Essas cidades, junto a Campos, têm a maior parte dos desalojados e desabrigados.
sábado, 8 de novembro de 2008
"O homem Cordial"
Na fila do banco, do supermercado, numa loja, na padaria, sempre olhava para ver se tinha algum idoso, alguma mulher, uma grávida quem sabe, com quem pudesse ser gentil, a quem pudesse ceder a vez.
No trânsito, costumava ser insultado com freqüência, porque vivia deixando qualquer um passar na frente, esperava aquela velhinha atrapalhada estacionar sem pressa, nem chegava perto dos motoboys, parava no sinal ainda amarelo, nunca ultrapassava a velocidade permitida. "Sai da frente, mané! Roda presa!", ouvia, e deixava para lá, com um sorriso superior, de quem sabia exatamente o que estava fazendo e fazia exatamente o que queria fazer: ser correto, gentil, sem estresse, tentando provar para ele mesmo, para sua família e para o mundo que, sim, o homem é basicamente bom. E o brasileiro, particularmente, é cordial, o Sergio Buarque de Hollanda estava certo...
Houve um dia que chegou ao cúmulo de esperar mais de uma hora no aeroporto porque não agüentou assistir ao bate-boca entre um passageiro que perdera o vôo e o atendente, ambos explodindo de irritação. Para acabar com aquele "clima ruim", cedeu seu lugar para o Rio de Janeiro. "Vou no próximo, é ponte aérea, não demora nada", afirmou para interlocutores totalmente atônitos.
Não que esperasse alguma coisa em troca da sua gentileza. Já tinha ouvido falar do tal profeta do Rio, aquele que dizia que "gentileza gera gentileza", mas nem com relação a isso alimentava muita expectativa. Agia dessa maneira simplesmente porque achava correto.
Como achava correto dar bom dia e boa tarde, apertar o botão do elevador para os demais passageiros, abrir a porta do carro para as mulheres.
Também não achava correto fechar o vidro na cara daqueles maltrapilhos que vinham pedir esmola no semáforo ali na esquina da sua casa. Até conhecia alguns, sempre dava uns trocados, por isso não estranhou quando o homem se aproximou com a cabeça coberta por um cobertor imundo e encostou no carro, como que pretendendo limpar o pára brisa, com um paninho mais imundo ainda. Abriu o vidro apenas para dizer que não precisava limpar o vidro, que de fato não seria limpo mesmo, porque iria dar a moeda para o homem de qualquer jeito.
Não deu tempo de dizer nada, porque por debaixo do cobertor surgiu a outra mão do homem, com um caco de garrafa pontiagudo.
O corte pegou da boca até a orelha, quase talhando a jugular, passando perto do olho.
Conseguiu chegar ao hospital tempo de estancar a hemorragia, levou dezenas de pontos, quase sucumbiu a uma infecção, mas já está em casa, sem poder falar.
É meio perversa a minha curiosidade, mas queria saber o que ele pensa agora a respeito da cordialidade.
É difícil saber qual é o limite da bondade (e da maldade) humana."
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Ps. E aí eu pergunto: Em que mundo estamos??? Ou melhor: em que mente estamos???
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Boas Novas
Sempre com a boa energia de amigos, que são poucos, porém cheios de amor para me dar. E isso basta!!!
A partir de hoje posso realmente fazer jus ao meu tão suado canudo e a todas as pessoas chatas que tive que aturar durante a faculdade.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Vidas que se mostram
Crises existenciais à parte (senão vou ocupar o post inteiro) eis que uma delas fala sobre deixar a vida. E ela expressou esse sentimento de uma forma que me chamou a atenção. Ela disse que no meio de seu sofrimento e vontade de sair pra se encontrar, ela teve vontade de deixar de viver. E explicou que não era morrer...Olha que interessante: deixar de viver sem necessariamente morrer. Gostei muito disso! Pensei, repensei, analisei...é possível. E acho que muitas pessoas procuram isso e não necessariamente a morte. Porque morrer é muito fácil: livra-se dos problemas e pronto. Mas deixar de viver? Isso sim é mais doloroso. Vejo isso como se tornar um zumbi. Sim...aquele ser que anda, se mexe, mas não pensa...fica meio que vegetando sem estar deitado...fica por aí perambulando sem saber por quê, nem pra onde. Isso é deixar de viver sem morrer...
Você foge, foge e foge...e quando olha pra trás as coisas insistem em correr atrás de você. Você acha que está se afastando, mas está cada vez mais perto. Triste...isso sim é triste!
domingo, 31 de agosto de 2008
então...
e sugar intensamente essa vida que não pede para existir
e mesmo assim insiste em se aproveitar de mim;
Daqui nada quero levar. Nem mesmo o conhecimento.
Apenas quero sugar e usufruir...e mais nada.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
seu jorge e eu, eu e seu jorge
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Livros
terça-feira, 29 de julho de 2008
...
Eu vou atravessar o rio a deslizar
que me separa de você
O tempo atravessa em meu lugar
e deixo pra depois o que eu tinha que fazer
O destino aceito sem dizer sim ou dizer não
sem entender
e fica a sensação de saber exatamente porque mentir
Eu sei de onde vim e pra onde irei
mas com você fico sem saber onde estou
Nós dois que sequer nos parecemos
e não cabemos num mesmo espelho
mas nos olhamos toda manhã
A ferrugem mesmo pouca
corrói os trilhos
As ruas nos atravessam
sem olhar pro lado
estou em você
ana carolina
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sábado, 5 de julho de 2008
Sentimentos...
sábado, 21 de junho de 2008
Sentidos
quarta-feira, 4 de junho de 2008
A velha infância
Acabei de ler uma resenha do livro O verão de Chibo, de Vanessa Barbara e Emílio Fraia, escrita por Eduardo Sterzi, na revista Cult de junho.O tema presente é a infância. Ou melhor, a perda dela. E fiquei pensando várias coisas a respeito disso. Principalmente depois de ler a parte da matéria que diz:
" O fim da infância pode ser tão 'cruel' quanto o fim do verão, ' e fazemos questão de esquecer e de pensar que talvez fosse possível enganar o tempo, alongar o verão pra mais tarde e não dormir'".
Realmente é muito dolorosa a perda da infância, fase em que tudo no mundo é lindo; a vida é linda; os pais são as pessoas mais inteligentes e perfeitas; amamos nossos amiguinhos, que serão pra toda a vida; Papai Noel traz presente porque somos bons, enfim...
De repente, num momento inesperado, começamos a ver sombras onde antes era apenas luz, preto e branco, onde era colorido. As coisas passam a ter outro peso, outro gosto, outro cheiro, outras sensações... E esse processo é muito triste. A gente não consegue compreender o que está acontecendo. Parece que tudo foi tão de repente...
Que nada! Tudo mudou no tempo certo, na hora certa, independente do motivo e do momento. E só nos resta caminhar e aos poucos ir se familiarizando com essa mudança dura, temerosa e estranha.
Coelhinho da Páscoa...o que trazes pra mim?
sexta-feira, 30 de maio de 2008
A razão de estar aqui
São tantas perguntas sem respostas que ficamos ás vezes andando muito desbaratinados pelo mundo.
É preciso saber o por quê das coisas, a lógica, o entendimento. E é natural que a gente queira saber. Viver é como amar. Digo isso baseada num livro que estou lendo no momento: Amor Líquido, de Zygmun Bauman. Uma das descrições dele a respeito do amor é exatamente essa: algo que não é possível projetar futuro. Não se sabe o que virá na frente. Popularmente dizendo: é um tiro no escuro.
Viver também é isso. Você vai caminhando num túnel escuro, como se fosse cego, e as coisas vão acontecendo, acontecendo...e da mesma forma que não se sabe o caminho de ida, também não se encontra o caminho de volta.
Complicado isso...
Poderia ter pelo menos uma janela para, caso não possamos pular, pudéssemos ao menos visualizar algo diferente da reta escura em que estamos.
terça-feira, 20 de maio de 2008
O Poder do pau...
sexta-feira, 11 de abril de 2008
O Afeto...
O afeto...Este será o principal tema de meu projeto de mestrado para 2009. Afeto, gênero e comunicação (revista feminina).O que é o afeto? O amor? E alguns sentimentos existentes no mundo feminino.
Conversando com minha ex-professora e orientadora e atual amiga, o afeto tem significados positivos e negativos. Ele pode ser amor, carinho...como pode ser tédio...mas independente disso, ele sempre é um sentimento produzido, criado e que nós nos apossamos.
Não existe afeto dentro de nós. Nós é que escolhemos o tipo de afeto existente na sociedade e o adquirimos de acordo com o momento em que estamos vivendo.
Deleuze e Freud vão passar a ser meus grandes amigos por um longo tempo...
Freud
sábado, 5 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O grande palco da vida...
Quem nunca viu pessoas que falam apenas o que o outro quer ouvir; ou age de uma determinada forma porque sabe que esperam isso dele. Indivíduos com duas caras...
Presencio tais situações dia após dia. E não dá para compreender como os outro não percebem.
Pode parecer pretensão, mas me identifico muito com o escritor Fiódor Dostoiévski. Suas observações do mundo, das pessoas, dos fatos...enfim, de tudo o que o rodeava. E não pensem que isso signifique que somos superiores à alguém ou que nos consideramos perfeitos ao ponto de criticar o outro. Aqui não há críticas e sim observações e análises. Não tenho a pretensão de estar correta com o que digo.
Percebo também, que minha teoria da "Interpretatividade" pode se completar com a teoria da "Interessividade". Outra conclusão a qual cheguei também em minhas observações. Além da questão do poder, como analisou Foulcault em um outro momento, a questão do interesse nos acompanha a cada dia. Interesse não se resume em dinheiro, como muitos acham. Esse é apenas um dentre vários. Mas no momento me concentro nos interesses não palpáveis.
Interesses de oportunidades, do que um indivíduo pode proporcionar ao outro. O que podemos "lucrar" quando escolhemos ou descartamos pessoas na vida.
Mas apesar de tudo o que disse até agora, o que mais me chama a atenção é o fato de a maioria das pessoas acharem esses comportamentos totalmente compreensíveis.
Uma coisa é certo: situações da vida não nos dizem respeito até que aconteçam com a gente!
Essa foi a grande lição que tive até o momento...
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Vida Nova!!
Vida nova, futuro novo, novos horizontes me esperam para o novo ano.
ANO NOVO, TUDO NOVO!!
E viva o destino, porque há males que vêem para o bem...já dizia o poeta!
De repente num momento da vida descobrimos que todos os clichês são reais. Antes tarde do que nunca!
Por isso nessa virada vou fazer todas as coisas que achava baboseira de final de ano: vou pular sete ondinhas, jogar flores pra Yemanjá, comer as três uvas fazendo pedido...e por aí vai!!
E vamos que vamos...
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Venezuela e seu dilema...
Na verdade a postagem anterior seria para falar um pouco sobre o caso Chavez X RCTV. Mas achei que o assunto é um pouco confuso e complexo para se escrever em apenas uma postagem e que também é bem polêmico. 
Não pensem que estou subjulgando a inteligência do povo. Apenas me baseio no fatos do cotidiano e na realidade. Apenas observações pessoais. Ficar falando que o povo brasileiro não é bobo, que está vendo as coisas acontecerem e se revolta...não sei bem onde viram isso. Tem sim, algumas pessoas dessa civilização que percebem algo ao seu redor e que tentam, mesmo nas mínimas coisas, fazer diferente. Mas isso se resume a um pequeno grupo (e não pensem que me refiro aos intelectuais, cultos). Refiro-me às pessoas do dia-a-dia mesmo. Até porque esses "pseudos-intelectuais" são tão contraditórios quanto o povo em geral. Mas não vou estender a esse assunto. Enfim...
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