quinta-feira, 3 de abril de 2008

O grande palco da vida...

Já ouvi muitas vezes que a vida é um grande palco. Que por isso temos que ser atores, protagonistas até, ao invés de fazer parte da platéia. Essa teoria pode ter várias interpretações. No entanto insistem em nos fazer acreditar apenas em uma delas: que na vida nós é que criamos o caminha o qual seguir; que temos que agir, e não ficar sentados esperando as coisas acontecerem. Mas esquecem da outra interpretação muito mais realista: que na vida precisamos atuar para sobreviver.
Quem nunca viu pessoas que falam apenas o que o outro quer ouvir; ou age de uma determinada forma porque sabe que esperam isso dele. Indivíduos com duas caras...
Presencio tais situações dia após dia. E não dá para compreender como os outro não percebem.
Pode parecer pretensão, mas me identifico muito com o escritor Fiódor Dostoiévski. Suas observações do mundo, das pessoas, dos fatos...enfim, de tudo o que o rodeava. E não pensem que isso signifique que somos superiores à alguém ou que nos consideramos perfeitos ao ponto de criticar o outro. Aqui não há críticas e sim observações e análises. Não tenho a pretensão de estar correta com o que digo.
Percebo também, que minha teoria da "Interpretatividade" pode se completar com a teoria da "Interessividade". Outra conclusão a qual cheguei também em minhas observações. Além da questão do poder, como analisou Foulcault em um outro momento, a questão do interesse nos acompanha a cada dia. Interesse não se resume em dinheiro, como muitos acham. Esse é apenas um dentre vários. Mas no momento me concentro nos interesses não palpáveis.
Interesses de oportunidades, do que um indivíduo pode proporcionar ao outro. O que podemos "lucrar" quando escolhemos ou descartamos pessoas na vida.
Mas apesar de tudo o que disse até agora, o que mais me chama a atenção é o fato de a maioria das pessoas acharem esses comportamentos totalmente compreensíveis.
Uma coisa é certo: situações da vida não nos dizem respeito até que aconteçam com a gente!
Essa foi a grande lição que tive até o momento...

sexta-feira, 21 de março de 2008

"Uma menina me ensinou..."

A partir de agora postarei textos que façam jus ao nome desse Blog.
Assuntos "Ironicamente Viáveis"!

Observações minhas sobre coisas que acontecem no cotidiano que muitas vezes não são feitas com total entendimento do ato, mas simplesmente para seguir o fluxo da vida e ser aceito com mais facilidade pela sociedade.

Isso foi sugestão da minha amiga Lorena Rebello.

Enfim...coisas IRONICAMENTE VIÁVEIS!

Espero que gostem....

terça-feira, 4 de março de 2008

A Casa Vazia

Para os apreciadores do cinema coreano, A Casa Vazia, de Kim Ki-Duk é uma obra de arte sobre o amor, a desilusão e a descoberta. Como o filme, serei de poucas palavras...








quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Como me tornei estúpido

Quando li o título desse livro logo achei interessante. E durante a história fui vendo que ele pode não ser bem um romance, mas sim, quase um documentário literário. Isso porque a cada página lembrava de alguém que faz ou já fez parte da minha vida e fui fazendo essa identificação com as pessoas que me rodeiam.

Page conta a história de Antoine. Jovem de 25 anos, bem formado e, principalmente, um mega intelectual. Além disso - ou até por causa disso - é contra toda a política mundial, o capitalismo e todos esses valores que para ele são futeis e insignificantes. Algo que até então alguns podem achar muito interessante. Mas para Antoine isso se tornou um tormento.

De tanto pensar, ele começa a questionar sua própria inteligência. Ele passa a considerar a inteligência uma "doença social". E suas teorias são interessantes e bem lógicas a respeito disso.

Antoine passa a perceber que na verdade, quando se chega num patamar de conhecimento e inteligência, as pessoas ao seu redor passam a não ter tanta importância, já que elas não têm seu nível intelectual e cultural, e consequentemente, não têm papo e nenhum assunto que o interesse. Dessa forma, o intelectual passa a se afastar um pouco do convívio social. E não só por vontade própria. As próprias pessoas passam a se afastar dele, a excluí-lo, já que não há nenhum identificação. E quando ele se convence disso, se encontra com uns amigos para comunicá-los que resolveu se tornar um Estúpido.

Dessa forma, o personagem dessa história peculiar começa a perceber que ser inteligente só leva a solidão e e exclusão social, tanto que ele sofre de depressão. Percebe também que a vida como estúpido pode ser muito mais fácil e tranquila, já que essas pessoas não se preocupam e nem têm consciência sobre o mundo ao redor. É aí que ele passa a procurar grupos que o façam se integrar a sociedade e onde começa toda a sua história.

Assim ele tenta de tudo. Decide virar alcoólatra, e passa a frequentar os Alcoólatras Anônimos (AA); e num momento de desespero, acha melhor acabar com sua própria vida e entra num curso de suicídas... Mas nenhumas das tentativas dão certo, já que ele logo quer pesquisar a respeito das bebidas, analisar e compreender melhor essas questões. Uma tentativa furada.

Num determinado momento do livro, o personagem tem um pensamento que explica a lógica que o levou a querer se tornar mais um estúpido no mundo:

"Quando alguém constata que é um dos poucos que observam princípios morais nas relações humanas, pode ser tentado a cair na imoralidade, não por convicção nem por prazer, mas simplesmente para deixar de sofrer, pois não há maior dor que ser um anjo no inferno, um anjo cercado de diabos por todos os lados". (pg. 108)

Para ele, se integrar a sociedade, e se enquadrar no moldes ditados no mundo pode ser uma forma muito mais fácil e menos dolorosa de viver a vida. E vê que em algum momento as pessoas se rendem à isso independente de seus valores. É a tentiva de sobrevivência!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Amor nos Tempos do Cólera

O amor! Sim, esse é o tema central do livro. Muito além de um simples romance, em que a mocinha ama o mocinho a vida inteira e muitas vezes o final não os deixa juntos. O Amor...é o inverso.

Um homem ama uma mulher por mais de 50 anos. Todo o sofrimento, a dor, a felicidade de apenas olhá-la, mesmo que de longe, alimenta o coração e alma de Florentina Ariza, um dos personagens centrais da história. Nunca houve um beijo ou um abraço, apenas lembranças de uma vida não vivida, do amor por palavras, através de cartas, que ele correspondia com sua amada, Fermina Daza.

Florentino conhece Fermina quando essa ainda era adolescente. Recém chegada a cidade, Fermina vive com seu pai e sua tia, quem a cria, já que é órfã de mãe. Florentino se apaixona pelas tranças de Fermina. Essa, sem nunca tê-lo visto de perto, se apaixona pelas suas cartas. Florentino também marcava horários para ficar na pracinha em frente a casa da amada, para admirá-la de longe.

Depois de uma longa viagem, que durou alguns anos, Fermina volta e por acaso se encontra com Florentino, de quem toma repulsa e foge no meio da multidão. Doente, ela conhece Juvenal Urbino, jovem médico da cidade, com quem se casa e tem dois filhos.

Interessantes são várias formas de amor narradas por Gabriel, que acaba se tornando na verdade um triângulo amoroso. Apesar de Urbino e Fermina não serem apaixonados um pelo outro quando se casaram, durante os anos foi crescendo um relação de cumplicidade e respeito. Um amor de forma diferente, em que um completava o outro de alguma forma.

O livro inteiro retrata essas duas formas de amor. A que tem esperança por aquele que não se é correspondido e o amor cultivado pela convivência e cumplicidade.

Uma história que apresenta o AMOR sentido de várias maneiras.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Vida Nova!!

Depois de um longo recesso e muitos problemas, o blog está de volta a ativa.

Vida nova, futuro novo, novos horizontes me esperam para o novo ano.

ANO NOVO, TUDO NOVO!!

E viva o destino, porque há males que vêem para o bem...já dizia o poeta!
De repente num momento da vida descobrimos que todos os clichês são reais. Antes tarde do que nunca!

Por isso nessa virada vou fazer todas as coisas que achava baboseira de final de ano: vou pular sete ondinhas, jogar flores pra Yemanjá, comer as três uvas fazendo pedido...e por aí vai!!

E vamos que vamos...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sem medo da verdade!

O assunto central do filme "4 meses, 3 semanas e 2 dias", do diretor Cristian Mungiununca nunca foi tão bem discutido. Duas estudantes, Otilia (Anamaria Marinca) e Gabita (Laura Vasiliu), são amigas de quarto no dormitório de uma universidade na Romênia. Com uma fotografia sombria, escuro, numa Romênia fria, sobre a neve, as duas contratam um homem para fazer um determinado serviço.

Durante o início do filme há um mistério no comportamento das duas. Demora até descobrirmos o que há entre elas. Poucos diálogos, mas objetivos e sem rodeios, sobre um dos assuntos mais polêmicos do mundo.

Forte, ousado e, num certo momento, até chocante, o filme retrata duramente a realidade de um ato e discute o relacionamento, em que a posição, a vida e o futuro da mulher são muitas vezes deixados de lado.





Polêmico, agressivo, mas necessário!!

Curioso? Vale a pena conferir!

sábado, 22 de setembro de 2007

Festival de Cinema Internacional do Rio 2007


Nesta quinta-feira (20) começou o Festival de Cinema Internacional do Rio 2007. A abertura aconteceu no Cine Odeon BR, na Cinelândia, com direito a tapete vermelho e desfile de atores, atrizes e profissionais do audiovisual. Na estréia,"Tropa de Elite", do diretor José Padilha ( o mesmo de "Ônibus 174"), o filme mais comentado, badalado e, principalmente, pirateado do mercado carioca, teve seu lançamente oficial na telona.

Todo o elenco esteve presente, inclusive o ator Wagner Moura, que está em sua melhor fase profissional.

E se falando em pirataria, essa é a campanha do festival. Isso por causa do ocorrido com "Tropa de Elite". Também, há até uma lógica para que a população carioca tivesse tanto interesse na película. O filma retrata a violência nas favelas do Rio, sob a ótica do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Para quem ficou curioso, o filme entra em cartaz em todo o país dia 12 de outurbro.

O Festival do Rio vai exibir uma média de quatrocentos filmes por toda a cidade até o dia 04 de outubro.


Vale a pena conferir!!

domingo, 12 de agosto de 2007

Grandes nomes da literatura

Numa de minhas idas à banca de jornal para comprar a revista Bravo deste mês, eis que me deparo com uma maravilha: a revista Entre Livros lançou uma edição especial. Uma coleção de quatro revistas sobre os grande nomes da literatura americana, russa, francesa e inglesa.

Obviamente que comprei a francesa (mas depois me apossarei das outras também). Nomes como Rousseau, Diderot e outros pensadores...passando pelos meus amigos escritores e filósofos Sartre e Simone de Beauvoir.

Quem gosta de uma boa leitura e quer entender uma pouco mais sobre essas grandes cabeças pensantes, passe numa banca mais próxima e adquira a seu exemplar também.


E vamos que vamos...


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sexta-feira, 20 de julho de 2007

Pior cego é aquele que inventa o que não vê!

Até agora estou me perguntando onda está o tal vídeo erótico do show da cantora Ana Carolina. Pude conferir seu show de estréia, no Canecão, na última quinta feira (19/07). Fiquei na espectativa do vídeo para poder tirar minhas conclusões. No entanto, o que vi foram projeções de mulheres sim.... da década de 50, de meia calça, calcinha e sutiã, correndo para lá e pra cá, dando tapinhas na bunda umas das outras, se vestindo e.... E nada!!! Não teve nada mais além disso!!! Ou eu sou cega ou esse povo está surtando de vez!! Pior foi ver matérias em jornais, antes da estréia do show, já falando do polêmico vídeo que nem teve. Ou então na versão carioca do show a tal projeção foi excluída!!! Realmente não sei!

Bem o que posso dizer é:
Evolução na apresentação, principalmente nos movimentos. Até porque teve direção de movimento de Déborah Colker. Desta vez Ana Carolina se mostra mais solta, até ousa fazer alguns passinhos durante algumas músicas. Palco com mais cores, flores, luzes, brilhos...tudo muito mais a cara da cantora!

Posso dizer que até a vestimenta estava melhor. Chega daquela blusinha de veludo preta né?! Agora é a vez do blaser!
Agora ela acertou na dose!!

Ah! Sem esquecer das duas horas de duração..uffa!!!

Melhor que isso, só indo de novo. E eu vou!!! hehe

Vamos que vamos...


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