Quem nunca viu pessoas que falam apenas o que o outro quer ouvir; ou age de uma determinada forma porque sabe que esperam isso dele. Indivíduos com duas caras...
Presencio tais situações dia após dia. E não dá para compreender como os outro não percebem.
Pode parecer pretensão, mas me identifico muito com o escritor Fiódor Dostoiévski. Suas observações do mundo, das pessoas, dos fatos...enfim, de tudo o que o rodeava. E não pensem que isso signifique que somos superiores à alguém ou que nos consideramos perfeitos ao ponto de criticar o outro. Aqui não há críticas e sim observações e análises. Não tenho a pretensão de estar correta com o que digo.
Percebo também, que minha teoria da "Interpretatividade" pode se completar com a teoria da "Interessividade". Outra conclusão a qual cheguei também em minhas observações. Além da questão do poder, como analisou Foulcault em um outro momento, a questão do interesse nos acompanha a cada dia. Interesse não se resume em dinheiro, como muitos acham. Esse é apenas um dentre vários. Mas no momento me concentro nos interesses não palpáveis.
Interesses de oportunidades, do que um indivíduo pode proporcionar ao outro. O que podemos "lucrar" quando escolhemos ou descartamos pessoas na vida.
Mas apesar de tudo o que disse até agora, o que mais me chama a atenção é o fato de a maioria das pessoas acharem esses comportamentos totalmente compreensíveis.
Uma coisa é certo: situações da vida não nos dizem respeito até que aconteçam com a gente!
Essa foi a grande lição que tive até o momento...